sábado, 7 de agosto de 2010

Expansão Europeia

       O feudalismo, sistema econômico, social e político que caracterizou boa parte da vida europeia no período medieval, alcançou grande expressão entre os séculos IX e XIII. Sabemos que, neste tipo de sociedade, o poder era descentralizado, ou seja, não se concentrava nas mão de um único governante. Por outro lado, a economia feudal baseava-se principalmente a terra. Tudo o que era produzido nos feudos, tais como alimentos, roupas etc., destinava-se ao consumo imediato, não sobrando nada para o consumo imediato.


       Não existindo a partir do século X as guerras e invasões que assolavam a Europa desde o século V, a população passou a crescer rapidamente. Desta forma, a produção agrícola passou a ser insuficiente, necessitando ser ampliada, pois o consumo aumentou consideravelmente. Como o sistema de então não apresentava condições para atender às crescentes necessidades da população, eis que muitos produtos precisaram ser buscados em outras regiões, por meio do comércio a longa distância. Nesta etapa, surgiram os mercadores, que eram pessoas não absorvidas na atividade agrícola feudal, que se dedicavam ao comércio. Do distante oriente, eles traziam diversos produtos que eram consumidos no mercado europeu.

      Com a importância do comércio desenvolvem-se as cidades ou burgos, como eram chamadas na época. A palavra burgo originou a expressão "burgueses", que servia para designar a nova classe social constituída de pessoas desvinculadas das terras feudais e que viviam da atividade comercial.

      Esta atividade intensificou-se entre os séculos XII e XV, sendo a sua base a importação européia de diversos produtos originários do Oriente, como o cravo, a canela, a pimenta, a noz-moscada e o gengibre, denominados, de uma forma generalizada, de especiarias. Além deles, eram importados porcelanas, tecidos finos, perfumes, marfim e outro, oriundos da Ásia e do Norte da África.

     As cidades de Gênova e Veneza desempenharam papel de destaque na realização de todo esse comércio d especiarias e produtos de luxo. Os mercadores dessas cidades, navegando pelo mar Mediterrâneo e recebendo os produtos vindos do Oriente nos portos de Constantinopla, Trípoli, Alexandria e Túnis se encarregavam de revendê-los com grande lucros no mercado europeu. Note-se porém que, antes de chegar aos portos do Mediterrâneo, tais produtos atravessavam longos trechos por terra e mar, denominados de rotas de comércio, envolvendo inúmero intermediários, geralmente árabes, que cobravam altos preços para revendê-los

    No início do século XV os povos Ibéricos de facto deram origem a uma expansão Ocidental embora , devido a ambições próprias, geriram este mesmo processo de uma forma mais egocêntrica acabando por promover mais a sua própria expansão, sendo que mais tarde os descobrimentos marítimos, vão estar na génese de um movimento de expansão europeia mais geral. Como causa imediata do avanço expansionista português no se pode deixar de referir que Portugal detinha um grande número de navios e de pessoal afeito ao mar, assim como técnicas e instrumentos adequados para a navegação de longo curso. Este crescimento da marinha é um processo que já vinha da chamada primeira dinastia ( século XII ao século XIV ), e que veio a tornar-se valioso durante toda a expansão portuguesa e em especial nos descobrimentos. A juntar a estes factores, temos factores de ordem natural, ou seja, a orientação geográfica de Portugal para o Atlântico, e factores de ordem política como a centralização do poder régio. Esta é a conjuntura que favorecia Portugal no início do seu processo de expansão. O resto da Europa, desde o século XII que está em crescente desenvolvimento demográfico e económico, embora o aparecimento da peste negra tenha prejudicado a Europa no início do século XV.

     Como ponto inaugural da análise podemos considerar a conquista de Ceuta. Em 1291 foi feito um acordo em Soria, onde se delimitaram áreas de influência, sendo que a repartição do território cessa para oeste de Ceuta, o que correspondia a uma reserva tácita para Portugal dos territórios mais a ocidente. No seio da expansão estava o comércio, e a criação de rotas comerciais, visto o comércio ser a maior fonte de rendimento. Portugal do ponto de vista comercial torna-se economicamente viável porque podia colocar nos mercados europeus os produtos ultramarinos. Neste clima, os interesses entre povos começam a convergir e , tendencialmente os povos começam a gerir a sua política de modo a tirar o melhor partido das trocas comerciais e o estabelecimento de áreas de influência. A partir de 1434, os descobrimentos marítimos, rasgaram os caminhos para que a expansão portuguesa enveredasse por uma direcção possível e também para que boa parte da Europa ocidental retomasse a solução expansionista.

     Por todos estes factores enunciados, pode concluir-se que foram os portugueses que abriram as portas para a expansão da Europa, ou seja, os portugueses conseguiram não só criar , com sucesso , o seu próprio processo de expansão como promoveram em larga escala o da restante Europa.




Nomes: Vinicius, Uanderson, Vitor Fidelis, Charles, Rhuan, Samuel.

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